terça-feira, 9 de outubro de 2007

Das coisas erradas

Incrível como em conversas com garotas sempre sai a seguinte sentença: "Não pensa besteira" . Mas "besteira" é uma questão de perspectiva. Cada um tem uma visão diferente. Eu acho que assistir a aula de inglês da minha professora é besteira, pelo simples fato da mulher não saber nada de inglês, mas é claro que isso não vem ao caso.

O problema é que vivemos num mundo de aparências. O certo e o errado são definidos pelo que as pessoas pensarão sobre nós. Mas todo mundo gosta de fazer coisa errada, geralmente por diversão (ainda estou tentando ver qual diversão existe em espancar alguém no ponto de ônibus).

Só que o que eu mais gosto em toda essa situação, é como você é visto ao tentar fazer o "certo". Todos os seus "amigos" começam a fumar. Você não quer seus amigos mortos graças ao cigarro e recomenda que eles parem, e tá feita a merda. Eles te medem de cima a baixo como se estivessem olhando para um ser completamente irreconhecível, aí o bombardeio: "Tá com medo", "Virou gay?" e coisas do tipo. Legal, você virou o errado por tentar fazer o certo.

Aí você tenta se redimir e quando eles começam a fazer outra "coisa errada", desta vez você participa. Foi assim que uns 75% dos bandidos viraram bandidos. Fazendo as "coisas erradas" com os AMIGOS. Note bem que mãe nenhuma ensina filho a usar droga. Então ele com certeza aprende fora de casa. É o que chamaríamos de má influência.

Sobre ser influenciado existem 3 tipos de pessoas: 1) as de mente forte, que seguem princípios próprios, e nunca se deixam influenciar; 2) as de mente fraca, que seguem os "amigos" e se deixam influenciar; 3) as de mente muito fraca, que idolatram os amigos e se deixam controlar. Estes últimos são os que eu mais gosto, bem úteis quando aprendem a ficar de boca fechada.

Finalizando, quando for fazer "coisas erradas", certifique-se de que não seja algo que vá prejudicar alguém além de você mesmo. E já que vai fazer, pelo menos faça direito.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Das falsidades

Sempre achei bem interessante a resposta padrão para a pergunta: "O que você menos gosta em uma pessoa?". É quase certo que a resposta será: "Falsidade".
Entende-se então que uma pessoa que deteste falsidade não a pratique correto? Mas como não ser uma pessoa falsa? Impossível. Enquanto você lê isto algum "amigo" seu está pensando ou falando mal de você. E pouco antes de iniciar a leitura era você quem estava fazendo isso.

É infeliz essa situação, mas é real. Para mim, o mundo não vai acabar com guerra nuclear, nem por falta d'água e nem por aquecimento global. Eu acredito que quando a falsidade das pessoas for tã0 evidente que seja impossível esconder, tão forte que as pessoas não mais se controlarão para reprimí-la, então haverá guerras civis. Vizinho contra vizinho, "amigo" contra "amigo", porque não existirá nem resquícios de confiança. Esta é a minha visão do fim do mundo.

Mas porque o ser humano é falso? Simples. É da nossa natureza, e isso me lembra uma pequena fábula.

Estava um escorpião a observar um rio almejando atravessá-lo. No entanto,
escorpiões não nadam, e este não era exceção. Enquanto pensava em como iria
chegar à outra margem, avistou um sapo que preparava-se para fazer a travessia.
O escorpião dirigiu-se ao sapo e pediu para que o sapo o levasse.

O sapo pensou: "Ele é um se peçonhento, e se me picar no meio do caminho?
Bom, aí ele iria morrer afogado. Acho que não terei problemas então."

O sapo então assentiu em ajudar o escorpião. No meio da travessia o escorpião
fincou seu ferrão no sapo. Sentindo o veneno espalhar-se pelo corpo e vendo o
escorpiao afundando para a morte certa, o sapo perguntou: "Por quê?". Ao que o
escorpião respondeu: "Porque é a minha natureza".

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Jovens e Jogos

Dia desses eu estava assistindo um filme chamado "O Plano Perfeito", um filme que envolve um assalto a um banco. No meio do filme, o líder da quadrilha está conversando com um garoto, garoto este que jogava um portátil. O objetivo do jogo? Matar pessoas e assim ganhar pontos. O bandido falou o seguinte ao ver este game:"Vou falar com seu pai sobre este jogo".

Bom, este é o ponto da discussão. Pode realmente um jogo influenciar um jovem a cometer os mesmos atos que ele pratica virtualmente?Há alguns anos, um rapaz invadiu um cinema e matou 6 pessoas (num conhecido shopping da capital paulista), uma cena idêntica ao jogo Duke Nukem, que ficou ameaçado de proibição de comercialização na época. Recentemente um jovem armado matou várias pessoas numa universidade (numa pequena cidade americana), será que ele viu isso em algum game também?

Diante destes fatos podemos considerar que os jogos violentos realmente influenciam as pessoas certo? Errado. Qualquer criança aprende em casa o que é certo e o que é errado. Por acaso, quando você ganha no "Banco Imobiliário™", você hipoteca a casa do perdedor? Ou quando joga batalha naval, começa a jogar bombas em navios? Claro que não. Da mesma maneira os jogos virtuais devem ser tratados, claro que bom senso cabe a cada um ter o seu, mas pouquíssimas pessoas neste mundo seriam tão obtusas, a ponto de se deixarem influenciar por uma coisa que todos sabemos não ser real.

RPG de mesa é outro assunto muito discriminado neste tema, a mídia faz a parte dela: "Jovem é encontrada esfaqueada em bairro paulista, testemunhas dizem que ela freqüentemente reunia-se com amigos para jogar RPG". Sim, muito bem, a garota era RPGista, mas por acaso foi citado o fato de que não foram os amigos que a mataram? Aí nossos pais veêm isso na TV, e se for sair de casa dizendo que vai jogar RPG já é motivo de endoidar a mãe.

Claro que isto não é uma motivação para que se jogue apenas jogos violentos daqui pra frente, e sim para que as pessoas conscientizem-se que ninguém sai por aí fazendo o que vê na televisão. Se este fosse o caso, seria bem pior do que video-game, considerando que hoje em dia só se vê violência. Acredito que é menos violento para os olhos jogar qualquer coisa do que ver TV.